Adição – Conceito de Doença

15Sobre a ADIÇÃO...

Se existe alguém na família que se suspeita poder ter um problema de dependência, provavelmente aqueles que lhe são mais chegados poderão estar a sentir-se apreensivos ou, até, apavorados. Parte do medo surge por vezes do desconhecimento de que a dependência é uma doença tratável.

Adição - O Conceito de Doença

Antes de mais, a Adição é uma doença e não uma fraqueza moral, um defeito de carácter, um vício ou outra coisa qualquer.

Um adicto não o é porque o quis ser, logo, não é culpado pela sua condição, ou responsável por sofrer essa doença. No entanto, é responsável pela sua própria Recuperação.

Os principais manuais científicos de diagnóstico, CID – Classificação Internacional de Doenças (pela Organização Mundial de Saúde [OMS]) e o DSM – Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais (pela American Psychiatry Association [APA]) - incluem já esta visão de doença há algum tempo, embora distingam addiction de dependência, sendo a última a que é reconhecida como termo científico. No entanto, muitos manuais técnicos defendem o termo adição, dada a existência de pontos comuns, inclusive ao nível neuroquímico e neuroanatómico, transversais a todas as adições, sejam elas a substâncias ou não.

De uma forma geral, podemos afirmar que ao falarmos da Adicção falamos de uma doença primária e não de um sintoma latente, com evolução progressiva, de desenvolvimento contínuo e com consequências possivelmente adversas e até mortais. Implica a perda de controlo e a presença de pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos acerca de uma substância, objeto ou acontecimento. A permanência de um estado de negação sobre as evidências da doença torna-se, a dada altura, condição fatal.

Lembre-se que a Adição é uma doença que diz àquele que a tem que não a tem